Veja-me. Me veja de todas as formas Quando o amor acabar Olhos latentes carne trêmula frenesi da alma Em suas mãos pertinentes Abraça-me de todas as formas Regando-me de manhã. Assim, tendo -me Sem estranheza. Conhecendo -me por inteiro Cabelos assanhados dentes escovados intimidade reversa. Porta do banheiro aberta Sem perfeição , maquiagem em dias de festa, olhe meu estado natural, orgânico, frágil. Veja...
Quero falar uma língua que todos possam entender de imediato quero falar e entender a dor que vem dos olhos do povo o sentir da desilusão e ouvir a voz da aflição A aflição que vem da alma, daqueles que passam fome e não são entendidos, quero uma palavra nova para entender o que se torna invisível dos homens. quero falar essa língua não entendida e mal ouvida dessas vozes que clamam e seu clamor não é ouvido Quero falar uma língua inventada que possa tocar fundo a alma dos que parecem não ter um coração, pois não ouvem e se ouvem não entendem e se entendem ignoram. quero mil palavras novas , uma mais bonita que outra que possa enfeitar a decepção e a morte, para que eu possa falar e fazer o povo sorrir e chorar , e se emocionar e cantar, e sobre tudo trazer esperança em forma de palavras dançantes alegrando os corações amargurados e esquecidos no canto da solidão, a solidão que paira separando o povo, feroz que engole nossa linguagem e nossa comunicação. N...