domingo, 1 de abril de 2012

UM CONTO SOBRE A SOLIDÃO AUTORA: AUDELINA MACIEIRA


            
  Um dia a luz se esqueceu de aparecer na festa da escuridão dai todos ficaram preocupados sem saber o que tinha acontecido, foi uma confusão terrível,  a escuridão não podia começar a festa sem a luz, e a luz por sua vez estava ocupada tentando encontrar o convite da festa e em seu desespero pedia ajuda a solidão que por sua vez  ajudou  mas, logo pediu algo em troca,  também queria ir a festa, pois queria vê a multidão.
             Neste momento apareceu o convite e a luz não teve outro jeito a não ser ir a festa acompanhada da solidão. Já  na entrada a luz e a solidão foram barradas, pois o povo não queria a presença da solidão na festa, diziam que ninguém merecia em uma noite de festa conviver com a solidão, com isso a luz revoltada, deu a voz: A solidão merece entrar na festa, pois sem ela eu não teria chegado até aqui, ela estava do meu lado quando eu mais precisei, me ajudou a encontrar o convite que havia perdido, em contrapartida só me pediu uma coisa  me acompanhar a esta festa. Então a escuridão disse: pode entrar as duas, pois sem luz não há alegria, Não há música, não há dança, não há graça, não tem emoção, não tem paixão, não tem fé , não tem amor, e tudo isso seria sem verdade, compreendo a solidão pois até eu nunca estou só, minha escuridão serve para descansar os olhos dos humanos e fazelós  refletir sobre a vida, e ainda  na noite compartilho   com a alegria a paixão dos namorados  e os sussurros dos apaixonados .
         Já a solidão leva os humanos  a depressão e a morte. a solidão é insuportável, é só, rejeitada e vazia, precisa da escuridão , da luz, da alegria, da fantasia, da poesia, da dança, do amor, da melodia da música, da fé, e tudo isso junto é uma grande festa, no qual ninguém vai  ficar só,  pois a multidão não deixa, aqui a solidão vai ser multidão vai sorrir dançar sonhar e ter amor e ter fé.  Ouvindo isso a luz entrou com sua amiga a solidão na festa e não se ouviu mais nenhum comentário desagradável a respeito da presença da solidão que nesta altura já havia se esquecido de quem? era ela, pois dançava demais ao lado da paixão, a luz se empolgou em uma conversa frenética com a fé e a escuridão fazia o povo olhar para o céu e  perceber  o brilho das estrelas em uma noite de alegria e descontração.        



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