segunda-feira, 5 de agosto de 2013

 Amargo Amor
Meu coração está mastigado como papel machê
caiu em mãos falsas que é que  eu posso fazer?
Este miserável sentimento, me atormenta
E me deixa vulnerável a maldade que vem de você.
Em que universo me perdi
Será que foi ao ver os seus olhos negros?
O que eu fiz de mim?
Tenho agora um triste fim
Recomeçar
Esquecer
Arrancar a semente
matar
Morrer.
Não vai haver mais um sentimento igual
jamais!!!!
Esta ferida mudou minha Vida
Abriu uma lacuna
em mim
Mas , tudo tem um fim
uma realidade
Não quero Lembrança
não quero saudade
O seu semblante se desfez
insolente amor
demagogo
vaidoso
enganador
As sobras são para os cães
E o banquete só alimenta
A minha frustração.
Mesmo no Chão
saberei me levantar
Vou inventar
forças para lutar
Sei vou chorar
Mas, depois de enxugadas as lágrimas
o tempo entra em ação
Terei um alento
uma proteção
um escudo
não humano
feito de material resistente
ferro, aço, alumínio ou concreto
nada que seja permeável
talvez um pedra de mármore
mas, terei razão
Na minha infinita desilusão
aprender a trancar a porta
do meu coração.

Audelina Macieira - Todos os direitos reservados,2013.


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